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Um ser humano sedento de Deus,procurando aprimorar-se a cada dia nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nas oportunidades que a vida me apresenta, seja na alegria, na dor, nas conquistas, nas derrotas, enfim, em tudo procurando enxergar com os olhos da fé. Esta fé que há 16 anos me impulsiona a ser catequista no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe na cidade de Ourinhos-SP, Comunidade do meu coração.
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domingo, 15 de agosto de 2010

DIA DO RELIGIOSO


No terceiro domingo é celebrado o Dia do Religioso.
A Igreja precisa do carisma do Religioso, da Religiosa.
Os Religiosos surgiram nos primeiros séculos da Igreja, como eremitas no deserto, depois como monges enclausurados. Só na Alta Idade Média, encontram-se os religiosos mendicantes, sobretudo franciscanos, dominicanos, carmelitas, trinitários, servitas, mercedários .
Foi especialmente com Santo Inácio de Loyola, São Vicente de Paulo, São Camilo de Lelis que surgiram os missionários Jesuítas, Vicentinos, Camilianos, dedicados à evangelização, à formação do clero e às obras sociais .
No século dezenove, floresceram muitas congregações ativas, tanto masculinas, como femininas, com carismas diversificados, ora como missionários, educadores, ora nas creches, orfanatos, hospitais.
Os Religiosos e as Religiosas são testemunhas dos conselhos evangélicos de obediência, pobreza e castidade. No meio de um mundo secularizado, onde impera a busca desenfreada da liberdade, de bens materiais e de prazer, dando as costas aos mandamentos da Lei de Deus, da Igreja e sermão da montanha. Os Religiosos devem estar a serviço do povo.
Que os Religiosos e Religiosas, os de Institutos Seculares e Consagrados não se envergonhem de seguir a Cristo na obediência até a morte, se necessário for, de pobreza, como no-la ensinou Cristo que não tinha onde repousar a cabeça e castidade a toda prova, num mundo que perdeu o sentido do pudor, da castidade, da pureza.

ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação, e sendo a Igreja, assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950: "A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial."
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se "Dormício" (= passagem para a outra vida), até que se chegou ao de "Assunção de Nossa Senhora aos Céus", isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus a ascendeu aos Céus e, já tinha sofrido com as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.
Portanto, a Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada na Igreja Triunfante como Nossa Senhora, Mãe e Onipotência Suplicante assunta aos Céus!
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!


terça-feira, 1 de junho de 2010

A FESTA DE CORPUS CHRISTI

Nesta quinta-feira, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja".

(canção nova)

sábado, 29 de maio de 2010

SANTÍSSIMA TRINDADE

"Há três maneiras distintas de ser Deus, três maneiras de o mesmo Deus ser. São três pessoas, mas um só Deus. Cada uma das pessoas é Deus a seu modo, conforme a identidade de cada uma. Temos então, a primeira pessoa, o PAI, como fonte e origem do FILHO; temos a segunda pessoa, o FILHO, como gerado eternamente pelo PAI e vindo a nós na plenitude dos tempos (Gl 4, 4); e temos a terceira pessoa, o ESPÍRITO SANTO, como o amor derramado pelo PAI sobre o FILHO, e por Ele dado a nós. Isso significa que é impossível falar do PAI sem o FILHO e sem o ESPÍRITO; é impossível falar do FILHO, sem o PAI e o ESPÍRITO e é impossível falar do ESPÍRITO SANTO sem o PAI e o FILHO. São três pessoas diferentes, mas sempre em comunhão. As três pessoas divinas se amam sem limites e moram no mais profundo do nosso ser pessoal. Ser cristão é viver em Deus, diante de Deus e com Deus.
A Criação do mundo é mais apropriada ao Pai, a redenção ao Filho e a Santificação, ao Espírito Santo. Nenhuma das Três pessoas Trinitárias exerce mais ou menos poder sobre as outras. Cada uma delas tem toda a divindade, todo poder e toda a sabedoria. Assim, constatamos a profundidade do mistério da Santíssima Trindade, ante a complexidade em assimilar a magnitude de Três pessoas distintas formando um só Deus. Trata-se, portanto, de um grande mistério, central da fé cristã.
As Escrituras são claras a respeito da Santíssima Trindade, desde o antigo, até o novo Testamento.

Há dois momentos na Bíblia em que aparecem juntos as três pessoas divinas: No batismo de Jesus, quando “o céu se abriu, e o ESPÍRITO desceu sobre Ele em forma corpórea, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu FILHO amado! Em ti encontro o meu agrado.” (Lc 3,21-22; Mt 3,16-17; Mc 1,9-12 e Jo 1,32-33), e na Transfiguração(Mt 17,1-5; Mc 9,2-5; Lc9,29-33), quando Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.” Pedro não sabia o que dizer, pois eles estavam com muito medo. Então desceu uma nuvem e os cobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é meu filho amado. Escutem o que Ele diz!”

Ao participarmos da Santa Missa observamos que, desde o início, quando nos benzemos, até o momento da bênção trinitária final, constantemente o sacerdote invoca a Santíssima Trindade, particularmente durante a pregação eucarística. As orações que o padre pronuncia após a consagração, que devem ser ouvidas com atenção e recolhimento, são dirigidas a Deus Pai, por mediação de Jesus Cristo, em unidade com o Espírito Santo.
A missa , que se inicia e se conclui em nome da Trindade, é a melhor maneira de aprendermos o que significa ser cristãos nos tempos atuais.

As formas do Espírito Santo: O Espírito Santo aparece em várias formas: nuvem, pomba, fogo e brisa suave.

Textos que mostram a divindade:
1Cor 12, 4-7 “Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo; diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
Jo 8,24 “Se vocês não acreditam que Eu Sou, vocês vão morrer nos seus pecados.
Ex 3, 14 “ Eu Sou aquele que Sou...Eu Sou me enviou até vocês”
Jo 8, 58 “Eu garanto a vocês: antes que Abraão existisse, Eu Sou.”
Jo13, 19 “Digo isso agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, vocês acreditem que Eu Sou.”
Deus Pai – Invisível, não gerado – 2 Cor 1,3; Col 1,15
Deus Filho – Unigênito do Pai – Jo1,18;3,16; At 13,33
Deus Espírito Santo – Que procede do Pai e do Filho – Mt 10,19-20; Lc 24,49; Jo 14,16; 15-26"

Bibliografia:
- Revista Brasil Cristão
- Bíblia Sagrada – Edição Pastoral
-www.paginaoriente.com

quinta-feira, 20 de maio de 2010

PENTECOSTES: SER INTEIRO PARA ACOLHER O DOM DO AMOR


"É interessante como o tempo todo estamos em marcha à procura da Paz. Nossa história, nossas escolhas, enfim, toda a nossa vida andam no compasso desta procura. Não precisamos ir muito longe para percebermos que não raras são as vezes que sofremos uma espécie de divisão e guerra interior. Neste sentido, encontramos uma cena no Evangelho de João, que se atento formos aos detalhes nos revela muito deste estado que ora ou outra nos encontramos.

Naquele fim de tarde estavam todos reunidos no Cenáculo às portas fechadas pois era grande o temor. Estavam consolados pelas aparições do Bom Mestre que havia ressuscitado, todavia, ainda revelavam uma guerra interior, pois os corações ainda eram visitados pela inquietação e pelo medo. E embora a vocação traduzisse sede de missão e a esperança os saciasse, os últimos acontecimentos, entretanto, lhes deixavam fragmentados e divididos interiormente. Faltava-lhes a paz, a paz de coração. E foi justamente na ausência dela é que Jesus veio e lhes disse: “A paz esteja convosco!” (Jo 20, 19b). Aqui entra o cerne da nossa reflexão, que aliás, alguns de nós no início pode ter se perguntado o que a Paz tem em comum com o Pentecostes, o derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja. É que realmente faltava aos discípulos a paz, repito a paz de coração.

Gosto sempre de explorar o universo das palavras, porque acredito que elas nos sugerem uma gama de significados acerca das coisas. E etimologicamente, por exemplo, o significado mais profundo da paz, conhecida também como Shalom, não é ausência de guerra ou violência como acreditamos. Em hebraico a palavra SHALOM, traduzida para nós como paz, significa “estar inteiro”, completo, indiviso. Isso é muito e revelador, porque a partir desta compreensão, concluímos que muitos de nós não estamos em paz, porque não estamos inteiros. Para alcançarmos a paz paz em nossos espaços, em nosso coração, em nossa família em nossa comunidade e vocação, é preciso portanto que cada um esteja inteiro.

Quando Jesus diz “A Paz esteja convosco!”, o Autor Sagrado detalha que a alegria é ressuscitada na vida daqueles discípulos. Eles parecem entender bem o desejo do Bom Mestre traduzido como: “Estejais inteiros! Sejais em tudo inteiros!” É fascinante minha gente trilharmos o caminho da inteireza porque é ela que nos prepara para a missão. “Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (Jo 21, 21). Há uma beleza escondida neste versículo, que nos revela que não é possível viver bem aquilo que Deus tem amorosamente nos confiado, se estamos inquietos, sem paz no coração, de algum modo aflitos ou divididos. A regra para viver bem uma vocação seja ela qual for é estar inteiro para ser todo inteiro nela.

Ainda no contexto do Cenáculo encontramos um outro rico detalhe: “Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo”(Jo 21, 22). É na inteireza do nosso coração que Deus derrama o Dom do seu Amor,(Jo 21, 21) nos oferecendo deste modo a condição de vivermos bem aquilo para o qual Ele nos chama. Ao caminhar para o PENTECOSTES precisamos estar inteiros para acolher o Dom do Amor. De fato, quando nos dispomos dos pequenos aos grandes gestos sermos inteiros, este dom que é o próprio Espírito Santo vem em nosso auxílio para perseverarmos e crescermos nesta inteireza tal como os discípulos cresceram após o terem recebido. Sejamos inteiros, vivamos em paz e Amor em nosso socorro virá"!

Por: Jerônimo Lauricio
Missionário e Seminarista da Comunidade Canção Nova.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

PENTECOSTES E MISSÃO

O que significa celebrar Pentecostes na nossa vida de cristãos?
Certamente significa recordar o dinamismo missionário das comunidades primitivas, a ânsia saudável de pregar a Boa Nova, a certeza absoluta de que Jesus Cristo abençoava o projeto de formação de comunidades vivas e atuantes em todas as partes do mundo conhecido.
Pentecostes é a solenidade da constituição carismática da Igreja, a festa da universalidade do projeto de Redenção, a celebração da igualdade entre os fiéis e da diversidade dos dons dispensados sobre os homens. Em Pentecostes, a Igreja toma consciência de sua vocação missionária, que se concretiza pelo testemunho qualificado, em nome de Jesus Cristo, para todas as nações, culturas e povos. A catolicidade e a ecumenicidade da Igreja é pentecostal, ou seja, só é entendida a partir da ação singular do Espírito sobre os fiéis cristãos.
Pentecostes recorda-nos o mistério pascal de Cristo e lhe dá garantia. Pela liturgia, a Igreja, invocando o Espírito Santo, torna presente, no sacramento da Eucaristia, o mesmo Cristo morto e Ressuscitado, sob as formas do pão e do vinho. É o Espírito que suscita vocações, anima as comunidades, distribui dons e carismas. O Espírito renova constantemente, desde Pentecostes, a vida eclesial.
Por isso, a liturgia de Pentecostes canta em uníssono: “Envia teu Espírito Senhor e renova a face da terra”. Os verbos, no presente, certificam nossa fé na ação contínua e frutuosa do Espírito no nosso meio. No Espírito é possível compreender nossa Fé Trinitária.



Fr.Evaldo César de Souza CSSR

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O SIGNIFICADO DA ASCENSÃO DE CRISTO AO CÉU

“E, quando eu for elevado na terra, atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,32).
“E o Senhor Jesus, depois de ter-lhes falado, foi arrebatado ao Céu e sentou-se à direita de Deus” (Mc 16,19). Depois da Ressurreição Jesus esteve quarenta dias com os discípulos, onde comeu e bebeu familiarmente com eles e os instruiu sobre o Reino de Deus. Nesses dias sua glória estava ainda velada debaixo de uma humanidade comum; e a sua última aparição termina com a entrada de sua humanidade na glória divina, simbolizada pela nuvem e pelo céu.
Na Carta aos efésios, São Paulo diz: “Deus manifestou a sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita no céu, bem acima de toda autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no futuro. Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal” (Ef 1, 20-23).
A Igreja ensina que “Jesus, rei da glória, subiu ante os anjos maravilhados ao mais alto dos Céus, e tornou-se o mediador entre Deus e a humanidade redimida, juiz do mundo e Senhor do universo. Ele, nossa Cabeça e princípio, subiu aos Céus, não para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à glória da imortalidade… Ele, após a ressurreição, apareceu aos discípulos e, à vista deles, subiu aos céus, a fim de nos tornar participantes da sua divindade”. (Prefácio da Ascensão I, II)
A elevação de Jesus na Cruz significa e anuncia a elevação da Ascensão ao céu. Jesus Cristo, o único Sacerdote da nova e eterna Aliança, não “entrou em um santuário feito por mão de homem… e sim no próprio céu, a fim de comparecer agora diante da face de Deus a nosso favor” (Hb 9,24). No céu, Cristo exerce em caráter permanente seu sacerdócio, “por isso é capaz de salvar totalmente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que ele vive eternamente para interceder por eles” (Hb 7,25). Como “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9,11), ele é o centro e o ator principal da liturgia que honra o Pai nos Céus. (cf. Cat. §662)
Por “estar sentado à direita do Pai” entendemos a glória e a honra da divindade, onde aquele que existia como Filho de Deus antes de todos os séculos, se sentou corporalmente junto do Pai, como homem também, com a sua carne glorificada. Assim, através de Jesus a humanidade, outrora expulsa do Paraíso, agora volta para o convívio de Deus. Daí Cristo glorioso vai derramar o Espírito Santo sobre a Igreja para que ela cumpra a sua missão de resgatar os filhos de Deus.
O sentar-se à direita do Pai significa também “a inauguração do Reino do Messias, realização da visão do profeta Daniel no tocante ao Filho do Homem: “A Ele foram outorgados o império, a honra e o reino, e todos os povos, nações e línguas o serviram. Seu império é um império eterno que jamais passará, e seu reino jamais será destruído” (Dn 7,14). A partir desse momento, os Apóstolos se tomaram as testemunhas do “Reino que não terá fim”. (Cat. §664)
Por isso, na Festa da Ascensão do Senhor a Igreja reza: “Ó Deus todo poderoso, a Ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros do seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória”. Assim, a Ascensão de Jesus é uma preparação e antecipação da glorificação também de cada cristão que o segue fielmente. Significa que o cristão deve viver com os pés na terra, mas com o coração no céu, a nossa pátria definitiva e verdadeira, como São Paulo lembrou os filipenses: “nós somos cidadãos do Céu” (Fl 3, 30).
Em vista Ascensão do Senhor ao Céu, São Paulo nos exorta: “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus… Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria” (Col 3, 1-3).
O cristão vive neste mundo sem ser do mundo, caminha entre as coisas que passa abraçando somente as que não passa.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br "