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Um ser humano sedento de Deus,procurando aprimorar-se a cada dia nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nas oportunidades que a vida me apresenta, seja na alegria, na dor, nas conquistas, nas derrotas, enfim, em tudo procurando enxergar com os olhos da fé. Esta fé que há 16 anos me impulsiona a ser catequista no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe na cidade de Ourinhos-SP, Comunidade do meu coração.
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sexta-feira, 18 de março de 2011

FESTA DE SÃO JOSÉ



São José, o Guarda do Redentor
Como personificação de Deus-Pai, São José manifesta para os cristãos a presença misteriosa do Pai celeste.
No dia 19 de março a Igreja celebra a solenidade de São José, esposo de Maria e patrono da Igreja. No dia 1º. de maio, Dia do Trabalhador, celebra-se a memória de São José Operário. A Igreja reserva dois dias para festejar o pai adotivo de Jesus Cristo que, segundo os evangelhos, era conhecido como "filho de José" (Lc 3,23; 4,22; Jo 1,45; 6,42) ou "filho do carpinteiro" (Mt 13,55). No Evangelho de Mateus (cc.1- 2), é José quem recebe, em sonhos, o anúncio do nascimento do Messias; é ele quem dá o nome e, portanto, a legalidade da filiação davídica a Jesus; é ele quem leva o Menino e sua mãe na fuga para o Egito e os traz de volta para estabilizar-se em Nazaré. No Evangelho de Lucas (c. 2), por sua descendência davídica ele deve registrar-se em Belém, onde sua esposa Maria dá à luz o Menino Jesus em uma manjedoura; ele e Maria levam o Menino para ser apresentado no Templo de Jerusalém; mais tarde, quando o Menino tinha doze anos, ao reencontrá-lo no Templo entre os doutores, recebem a revelação de que seu filho deve ocupar-se das coisas do Pai celeste. Graças à descendência de José, Jesus é o novo Davi, o verdadeiro Rei de Israel, o Messias prometido.
Especialmente a partir da Idade Média, São José está presente na liturgia, na arte, na literatura, na devoção popular; ele dá seu nome a cidades, congregações religiosas, colégios, instituições; muitas pessoas - como o atual papa - se orgulham de trazer seu nome, que significa: “Deus dê aumento”. O papa Leão XIII (1878-1903) publicou uma encíclica sobre o seu culto. No centenário dessa encíclica, em 1989, João Paulo II publicou a exortação apostólica Redemptoris Custos, sobre a figura e a missão de São José na vida de Cristo e da Igreja. Depois de apresentar São José como o guarda, custódio e protetor de Jesus Cristo, o papa o trata também como protetor da Igreja de Cristo.




PROTETOR DA IGREJA
Leão XIII justifica o patrocínio de São José sobre a Igreja, escrevendo que aquele que outrora socorria a santa família de Nazaré, em todo e qualquer acontecimento, também agora cobre e defende com seu celeste patrocínio a Igreja de Cristo. E o papa João Paulo II acrescenta: "Esse patrocínio deve ser invocado e continua sempre a ser necessário à Igreja, não apenas para defendê-la dos perigos, que continuamente se levantam, mas também e, sobretudo, para confortá-la no seu renovado empenho de evangelização do mundo e de levar adiante a nova evangelização dos países e nações onde a religião e a vida cristã foram antes tão prósperas, mas se encontram hoje submetidas a dura provação" (RC 29).
São José é patrono da Igreja também porque é exemplo de oração, de escuta da Palavra de Deus, de obediência à vontade salvífica do Pai, de colaboração para a realização dos planos divinos sobre a humanidade, de defesa dos valores familiares.




MODELO PARA OS PAIS
Diversos estudos atuais apontam para o fato de vivermos numa sociedade de filhos sem pais. Há um aumento assustador de crianças abandonadas, meninos de rua, jovens separados do pai, crianças educadas só pela mãe. São devastadores os efeitos da falta da figura paterna. Doenças atuais como anorexia, bulimia, toxicomania, que estão dizimando gerações de jovens, podem ser vinculadas diretamente - segundo estudos da psicologia - ao vazio da figura paterna. Também fenômenos como o neonazismo, e outras formas de delinquência juvenil, reconduzem à falta de uma figura masculina positiva, conexa com uma paternidade forte. Desde um ponto de vista psicanalítico, estar privado do pai equivale a estar privado da espinha dorsal. É o pai que, ao receber o bebê do colo da mãe, vai lhe dando a própria identidade e lhe infundindo confiança e autonomia na condução da vida. Sem o pai ou uma figura masculina equivalente, as crianças crescem na insegurança e na ausência de autoestima.
Nossa geração, emancipada sob todas as formas, é ao mesmo tempo uma geração de filhos sem a figura e a presença do pai e, assim, fortemente maternizados. A falta do pai nas instituições de base, como a família, repercute na estrutura social e política, onde também se constata a ausência de figuras carismáticas, líderes capazes de apresentar e defender valores de consenso na promoção da vida, na construção de estruturas justas, na edificação de uma ordem igualitária e fraterna.
O Documento de Aparecida parece ser o primeiro documento da Igreja que trata especificamente da figura do homem e do pai de família. Constata que a indiferença dos homens nas coisas da religião e da Igreja contribui para a fragilidade deles em resolver conflitos e frustrações, em resistir às seduções de uma cultura consumista e competitiva, em enfrentar a tentação da violência, da infidelidade, do abuso do poder, da dependência de drogas, do alcoolismo, do machismo, da corrupção e do abandono de seu papel de pais (DAp 461). Reconhece que muitos homens se sentem cobrados na família, no trabalho e na sociedade, são carentes de maior compreensão, acolhida e afeto, não têm espaços onde compartilhar os sentimentos mais profundos, são expostos a uma situação de profunda insatisfação que os deixa à mercê do poder desintegrador da cultura atual. Sugere, enfim, que em todas as dioceses e paróquias haja uma especial atenção pastoral para o pai de família (DAp 462).
Nesse campo, a figura de São José, pai e protetor do Menino Jesus, é modelo para os pais de família que queiram assumir com vigor o carisma próprio de sua masculinidade e paternidade.

PERSONIFICAÇÃO DE DEUS-PAI
Em seu livro São José, personificação do Pai, Leonardo Boff intui que a família de Nazaré é na terra um sacramento da família divina trinitária do céu. O menino- homem Jesus de Nazaré é a encarnação do Filho eterno de Deus; Maria é o templo e a imagem do Espírito Santo; José de Nazaré é a personificação de Deus-Pai. José é o homem do silêncio, do qual a Bíblia não anotou nenhuma palavra, é o homem justo que na sombra e na simplicidade realiza a obra de Deus. Ele é a corporificação, a personificação de Deus-Pai. Ele manifesta para os cristãos a presença misteriosa do Pai celeste.
Assim, no silêncio diante dos mistérios da vida, no cuidado do filho e da esposa, no ocultamento do trabalho cotidiano, na simplicidade e invisibilidade da existência fiel, na santidade das relações familiares e profissionais, José de Nazaré revela o mistério profundo e abissal de Deus-Pai.


terça-feira, 29 de junho de 2010

DIA DE SÃO PEDRO APÓSTOLO

Principal discípulo de Jesus Cristo, apóstolo e missionário da primitiva Igreja cristã. Seu nome verdadeiro era Simão e, segundo a tradição, foi o primeiro bispo de Roma, onde morreu martirizado.
Nas comemorações da festa de São Pedro, protetor dos pescadores, embora mais simples, também, são encontrados os componentes dos festejos juninos e, ainda, procissões marítimas no litoral e fluviais no rio São Francisco.
Inicialmente um pobre pescador da Galiléia nascido em Betsaida, às margens do rio Jordão, junto ao lago de Genesaré, que se tornou discípulo de Jesus, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos, e tido como fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa (42-67).
Ignora-se a precisa data de seu nascimento e as principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo.
Filho de Jonas, da tribo de Neftali, e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39).
Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus, em Betânia, por seu irmão que já era discípulo de São João Batista e lá tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de São João.
No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19).
Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controvertidos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, pois foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar.
Após a Ascensão, presidiu a assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antioquia e Síria (as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos) que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias.
Encontrou-se com São Paulo, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, Paulo de Tarso, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana, e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem de Nero.
Conta-se, também, que pediu aos carrascos para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo Salvador. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores.
É festejado no dia 29 de junho, um dia de importantes manifestações folclóricas, principalmente no Nordeste brasileiro".
(do Blog catequista adelino)

SÃO PEDRO, ROGAI POR NÓS!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SÃO JOSÉ

"José nasceu em Belém e era pertencente à tribo de Judá. Era descendente do rei Davi.
José foi escolhido para se casar uma jovem chamada Maria, que estava grávida do Filho de Deus. José era carpinteiro de profissão.
José quando soube da gravidez, planejou separar-se dela, mas temeu pela segurança e o sofrimento de Maria e do bebê.
Como José era um homem de fé, obediente a tudo o que Deus pedisse, quando um anjo apareceu-lhe em sonho e contou-lhe a verdade sobre a criança que Maria estava esperando, imediatamente, sem questionar ou preocupar-se com fofocas, tomou-a como esposa.
Tempos depois, por ordem de César Augusto, o imperador (Lc 2,1), José e Maria partiram para a cidade de Belém para o recenseamento . Belém naqueles dias era cheia de estrangeiros e José procurou, em todas as localidades, um lugar para a sua esposa descansar, sem conseguir.
Maria deu a luz ao seu filho em uma gruta, na periferia de Belém. Mais uma vez o anjo apareceu a José, agora para avisar que o menino Jesus corria perigo: é que o rei Herodes queria matá-lo.
José imediatamente deixou tudo o que possuía, todos os seus parentes e amigos, e escapou para o Egito, com sua jovem esposa e o bebê.
Ele aguardou anos, sem questionar, até que o anjo disse a ele que já era seguro retornar (Mateus 2,13-23). Sabemos que José amava Jesus. Sua única preocupação era com a segurança desta criança confiada a ele.
Quando Jesus tinha 12 anos perdeu-se de seus pais em Jerusalém. José junto com Maria procuraram por ele, com grande ansiedade, encontrando-o no Templo .
José tratava a Jesus como seu próprio filho, tanto que as pessoas de Nazaré constantemente repetiam com relação a Jesus: "Não é este o filho de José?"
São José é um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado "protetor da Igreja Católica Romana“.


Comemoramos seu dia em:
19 de março como "padroeiro das famílias” e
1º de maio por seu ofício: "padroeiro dos trabalhadores”.

BEATO JUAN DIEGO, UM MODELO DE HUMILDADE



"Em Abril de 1990 Juan Diego foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II no Vaticano. No mês seguinte, na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe na Cidade do México, durante sua segunda visita ao santuário, João Paulo II realizou a cerimônia de beatificação. Quem foi esse Juan Diego?

Vários historiadores concordam que Juan Diego nasceu em 1474 na calpulli ou bairro de Tlayacac em Cuauhtitlan, que foi estabelecido em 1168 pelo homens Nahua e conquistado pelo senhor Azteca Axayacatl em 1467; e foi localizado 20 quilômetros (14 milhas) ao norte de Tenochtitlan (Cidade do México).
Seu nome nativo era Cuauhtlatoatzin, que pode ser traduzido como "Aquele que fala como águia" ou "águia que fala".
O Nican Mopohua o descreve como um "macehualli" ou "pobre Índio", que não pertencia a qualquer classe social do Império, como padres, guerreiros, comerciantes,...mas não um escravo; um membro da mais baixa e grande classe no Império Azteca. Quando falava a Nossa Senhora, ele chamava a si mesmo como "um ninguém", e submetia-se como a fonte da falta de credibilidade diante do Bispo.
Ele dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Ele possuía uma pedaço de terra, onde ficava também sua pequena casa. Era feliz no casamento, mas não tinha filhos.
Entre 1524 e 1525 ele foi convertido e batizado, bem como sua esposa. Ele recebeu o nome Cristão de Juan Diego e sua esposa o nome de Maria Lúcia. Provavelmente ele foi batizado pelo famoso e amado missionário Franciscano Frei Toribio de Benavente, conhecido como "Motolinia", ou "o pobre", pelos índios por sua extrema bondade e piedade.
Conforme a primeira investigação formal da igreja sobre esses acontecimentos, as Informaciones Guadalupanas de 1666, Juan Diego pareceu ter sido muito dedicado, homem religioso, igualmente antes de sua conversão. Ele foi solitário, personagem místico, propenso a períodos de silêncio e frequentes penitências e costumava caminhar de sua vila ao Tenochtitlan, a 14 milhas de distância, para receber instruções da doutrina.
Sua esposa Maria Lúcia ficou doente e faleceu em 1529. Juan Diego então, foi morar com seu tío Juan Bernardino em Tolpetlac, que ficou mais próximo (9 milhas) da igreja em Tlatelolco -Tenochtitlan.


Um macehualli
Caminhava todo sábado e domingo vários quilômetros ate a igreja, saindo bem cedo, antes do amanhecer, para chegar na hora da missa e para a aula de religião. Caminhava descalço, como todas as pessoas de sua classe, os macehualli. Apenas a alta classe social dos Aztecas calçava cactlis, ou sandálias, feito com fibras vegetais ou couro. Ele vestia naquelas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de cactus, como um manto, um tilma ou ayate feito de fibras do cactus. Algodão somente era usado pela classe alta dos Aztecas.
Durante uma de suas caminhadas ao Tenochtitlan, que levava por volta de três horas e meia entre a vila e a montanha, a primeira aparição ocorreu (Veja A página das aparições), num lugar que agora conhecemos como a "Capilla del Cerrito", onde a Santíssima Virgem Maria o chamou em sua lingua nativa, Nahuatl. Ela o chamou de "Juanito, Juan Dieguito", "o mais humilde de meus filhos", "meu filho caçula", "meu queridinho".
Estava com 57 anos, certamente uma idade avançada naquela época e lugar, onde a expectativa de vida para um homem era somente 40 anos.
Após o milagre de Guadalupe, Juan Diego mudou-se para uma sala ligada a capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter deixado seus negócios e propriedades ao seu tio; e dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos.
Ele morreu em 30 de maio de 1548, aos 74 anos.
Juan Diego amou profundamente a Santa Eucaristia, e obteve uma especial permissão do Bispo para receber a Santa Comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.
O Papa João Paulo II louvou Juan Diego pela sua simples fé nutrida pelo catecismo e visão (o qual disse à Santíssima Virgem Maria: "Eu não sou ninguém, Eu sou um barbantinho, uma pequenina escada de mão, o fim da calda, uma folha") como um modelo de humildade para todos nós".


http://www.sancta.org/juandiego_p.html

sexta-feira, 4 de junho de 2010

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

São Pedro
Era pescador, nascido em Betsaida, filho de Jonas. Esperto, vivo, enérgico e temperamental. De nome Simão, Jesus o chamou de PEDRO, nomeado cabeça da Igreja e eleito o primeiro papa. Fazia a conversão de milhares de pessoas. Vivia em Cafarnaum com o irmão, André, sua mulher e sua sogra. Jesus morou com Pedro por muito tempo. Foi preso, morto crucificado numa cruz de cabeça para baixo a seu pedido, pois não queria morrer do mesmo modo que Jesus.






São Paulo
No princípio era inimigo dos cristãos e os perseguia. Seu nome era Saulo. Certo dia, quando ele estava viajando para uma cidade chamada Damasco, acontece uma maravilha em sua vida: Jesus aparece e pergunta a ele: - Saulo, por que me persegues?
A partir deste momento, ele passou por uma mudança radical, mudou seu nome de Saulo para Paulo e se transformou num grande evangelizador e missionário. Fez várias viagens e escreveu muitas cartas para proclamar as maravilhas de Deus que se manifestou em Jesus Cristo. Foi preso, torturado e martirizado, mas mesmo assim se manteve firme na fé.



domingo, 30 de maio de 2010

SÃO JOSÉ MARELLO

José Marello nasceu em 26 de dezembro de 1844, em Turim, Itália. Seus pais, Vincenzo e Ana Maria, eram da cidade de São Martino Alfieri. Quando sua mãe morreu, ele tinha quatro anos de idade e um irmão chamado Vitório. Seu pai então deixou seu comércio em Turim e retornou para sua cidade natal, onde os filhos receberiam melhor educação e carinho, com a ajuda dos avós. Aos onze anos com o estudo básico concluído, quis estudar no seminário de Asti. O pai não aprovou, mas consentiu. José o freqüentou até o final da adolescência , quando sofreu uma séria crise de identidade e decidiu abandonar tudo para estudar matemática em Turim. Mas, em 1863, foi contaminado pelo tifo, ficando entre a vida e a morte. Quase desenganado, certo dia, acordou pensando ter sonhado com Nossa Senhora da Consolação, que lhe dizia para retornar ao seminário. Depois disso, sarou e voltou aos estudos no seminário de Asti, do qual saiu em 1868, ordenado sacerdote e nomeado secretário do Bispo daquela diocese. José e o Bispo participaram do Concílio Vaticano I, entre 1869 e 1870. Posteriormente, acompanhou o Bispo por toda a arquidiocese astiniana. Com uma rotina incansável, ele atendia todos os problemas da paróquia, da comunidade e das famílias. Muitas vezes, pensou em se tornar um monge contemplativo, entretanto, sua forte vocação para as necessidades sociais o fez seguir o exemplo do carisma dos fundadores, mais tarde chamados de "Santos Sociais", do Piemonte.
Corajosamente assumiu a responsabilidade dos problemas reais da época, sem se preocupar com o Estado que fechava conventos, seminários e confiscava os bens da Igreja, sempre convicto de que os mandamentos não lhe poderiam ser confiscados por ninguém. Muito precisava ser feito, pois cresciam: a miséria, o abandono, as doenças, a ignorância religiosa e a cultural. Mas, José também tinha que pensar nas outras pequenas paróquias da diocese, em condições precárias, e ainda, não podia deixar de estimular os padres, de cuidar da formação religiosa das crianças e jovens e de socorrer e amparar os velhos. Por isso decidiu criar uma "associação religiosa apostólica", em 1878, em Asti.
O início foi muito difícil, contando apenas com quatro jovens leigos. Mas a partir deles, depois fundou a Congregação dos Oblatos de São José, integrada por sacerdotes e irmãos leigos, chamados a servir em todos os continentes. Os padres Josefinos pregam, confessam, educam, fundam escolas, orfanatos, asilos, constroem igrejas e seminários. Dedicando-se igualmente aos jovens, velhos, doentes, por isso seu fundador os chamou de "oblatos", ou seja, "oferecidos" a servir em todas as circunstâncias.
Em 1888, o Papa Leão XIII consagrou José Marello, bispo de Acqui. Porém, já com o físico muito enfraquecido pelo ritmo do serviço que nunca conheceu descanso ou horário, quando foi para a cidade de Savona, acompanhar a festa de São Filipe Néri, passou mal e morreu, aos cinqüenta e um anos de idade, no dia 30 de maio de 1895.

O Papa João Paulo II o canonizou em 2001. A festa de São José Marello é celebrada no dia de sua morte e seu corpo repousa no Santuário que recebeu o seu nome, em Asti.